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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

1º ENCONTRO PIAUIENSE DE LÉSBICAS NEGRAS





1º ENCONTRO PIAUIENSE DE LÉSBICAS NEGRAS


Quando? 13 a 15 de novembro 2010


Onde: Teresina - Piauí - Brasil


Informações: (86) 8816-8121


Saudações multicores,

Coletivo Nacional de Lésbicas Negras - Candaces;Liga Brasileira de Lésbicas -LBL Grupo Matizes

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Blitz TV - APIPA recebeu visita do Blitz tv.flv

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Audiência pública - sobre os 3.196 assassinatos de LGBT - na Câmara dos Deputados

para divulgação
Informações adicionais abaixo; programação e reportagem


Caso você precise de um convite personalizado, para fins de dispensa do trabalho etc., ou para conseguir passagens e diárias para ir a Brasília, favor pedir através do e-mail gisele.villasboas@camara.gov.br. Salientamos que não há passagens ou diárias disponíveis através da organização do evento.
Gostaríamos de esclarecer que esta audiência foi uma solicitação que a Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT recebeu a acatou.
Audiência Pública “Assassinatos praticados contra a população LGBT”
24 de novembro de 2010, das 14 às 17 horas, Auditório 09 da Câmara dos Deputados
PROGRAMAÇÃO (em 19/10/2010)
14h – Abertura
- Deputada Iriny Lopes, Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias
- Deputado Paulo Pimenta, Presidente da Comissão de Legislação Participativa
- Deputado Iran Barbosa, Representante da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT
- Minstro Paulo Vannuchi, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República
- Yone Lindgren, Coordenação Política Nacional da Articulação Brasileira de Lésbicas
- Keila Simpson, Vice-Presidente da ABGLT
- Toni Reis, Presidente da ABGLT
14h30 – Aumento dos Assassinatos praticados contra a população LGBT
Antonio Sergio Spagnol, doutor em Sociologia do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da Universidade de São Paulo (USP) e autor do livro “O Desejo Marginal”
Osvaldo Francisco Ribas Lobos Fernandez, coordenador da pesquisa Crimes Homofóbicos no Brasil: Panorama e Erradicação de Assassinatos e Violência Contra LGBT
Érico Nascimento, pesquisador do Núcleo de Estudos da Sexualidade da Universidade do Estado da Bahia (Uneb)
Luiz Mott, antropólogo, historiador, pesquisador, professor emérito do Departamento de Antropologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), fundador do Grupo Gay da Bahia e autor do livro Violação dos Direitos Humanos e Assassinatos de Homossexuais no Brasil
16h30 – debate
17h – Encerramento
Promoção
Comissão de Direitos Humanos e Minorias
Comissão de Legislação Participativa
Apoio
Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT
Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais - ABGLT, e entidades parceiras
Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde
Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da Republica
Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids - UNAIDS
REPORTAGEM:
Número de assassinatos de gays no país cresceu 62% desde 2007, mas tema fica fora da campanha
Publicada em 16/10/2010 às 18h29m
Carolina Benevides e Rafael Galdo
RIO - Alçados a tema central da campanha presidencial, o casamento gay, a união civil entre pessoas do mesmo sexo e a criminalização da homofobia têm sido debatidos pelos candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) a partir do viés religioso e sem levar em conta um dado alarmante: o número de homossexuais assassinados por motivação homofóbica cresce a cada ano. Em 2009, 198 foram mortos no Brasil. Onze a mais que em 2008, e 76 a mais do que em 2007, um aumento de 62%. Os dados são do Grupo Gay da Bahia (GGB), fundado em 1980 e o único no país a reunir as estatísticas. Segundo o GGB, de 1980 a 2009 foram documentados 3.196 homicídios, média de 110 por ano. - Infelizmente, a homofobia é um aspecto cultural da sociedade brasileira, que empurra os homossexuais para a clandestinidade, fazendo com que permaneçam à margem mesmo quando são mortos. Gays, lésbicas e travestis são mortos de forma cruel, geralmente tendo o rosto desfigurado, e acabam sendo considerados culpados. Só os crimes muito hediondos comovem - diz Marcelo Cerqueira, presidente do GGB. Antropólogo e ex-presidente do GGB, Luiz Mott lembra que há subnotificação de dados, mas que ainda assim é possível afirmar que o número de mortes vem crescendo: - O número tem aumentado na última década. Antes, era um assassinato a cada três dias. Agora, acontece um a cada dois dias. O Brasil é o país com maior número de assassinatos. Ano passado, no México, por exemplo, foram 35. Segundo Mott, a maioria dos crimes contra LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) é motivada por "homofobia cultural": - Graças ao machismo e à bronca que muitos homens têm contra gays e travestis, eles matam imbuídos da ideologia de que homossexuais são covardes, têm dinheiro, que os vizinhos não vão se importar, e os juízes vão punir com brandura. De acordo com pesquisas realizadas nas paradas gays de Rio, São Paulo, Recife, Porto Alegre e Belém, entre 2003 e 2008, pelo Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos, o número de homossexuais agredidos e/ou discriminados nessas regiões não é inferior a 59,9%. Em Pernambuco, 70,8% disseram ter sido agredidos. E, em São Paulo, 72,1% foram vítimas de algum tipo de discriminação. - Os dados mudam pouco nas regiões. O fato de não existir lei específica para crimes homofóbicos contribui para a violência. No entanto, vale lembrar que esses números não refletem completamente a realidade. Sabemos que o silêncio ainda marca as agressões - diz Sérgio Carrara, professor do Instituto de Medicina Social da Uerj e um dos coordenadores das pesquisas. Empatado com a Bahia como estado mais homofóbico do Brasil, o Paraná registrou, segundo dados do GGB, 25 assassinatos em 2009: 15 travestis, oito gays e duas lésbicas. Os outros quatro estados mais homofóbicos são São Paulo, Pernambuco, Minas e Alagoas. Presidente da Rede Nacional de Pessoas Trans, a travesti Liza Minelly diz que, entre travestis e transexuais, cerca de 70% já sofreram algum tipo de violência. Há 16 anos militando no Paraná, estado com maior número de assassinatos de travestis no ano passado, ela relata que quase sempre o preconceito afasta as travestis do ensino e dos empregos formais, e muitas vezes as empurra para a prostituição e as drogas.
- Em Curitiba, acompanhamos a história de uma travesti morta em 2000, espancada por quatro policiais militares, mas até hoje as testemunhas não foram ouvidas. Também assistimos com frequência à morte moral da travesti, quando negam a ela, por exemplo, um emprego para o qual teria todas as qualificações necessárias - diz. Apesar dos dados aterradores, a criminalização da homofobia, por meio do Projeto de Lei 122, tem enfrentado resistência de grupos católicos e evangélicos. Mas Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), defende o diálogo com os religiosos: - Ocorrem distorções de má-fé em relação a interpretações do projeto de lei. Não queremos afrontar as religiões. Queremos não ser mais discriminados, quando pesquisas apontam que 20% dos homossexuais já foram espancados por preconceito.

domingo, 17 de outubro de 2010

Lula a favor da Uniao Civil de pessoas do mesmo sexo

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EU TENHO PAVOR - SOBRE ELEIÇÕES 2010



Pessoas de todos os matizes,repasso abaixo esboço de texto q fiz com meus medos. Vcs podem completar... e passar para frente.
Saudações matizianas,Marinalva Santana
EU TENHO PAVOR...
EU TENHO PAVOR de que a Petrobrás, patrimônio do povo brasileiro, seja entregue a preço de banana aos insaciáveis críticos das empresas estatais;
EU TENHO PAVOR de que não existam mais concursos públicos para órgãos federais e que o terror da demissão atormente cotidianamente a vida de nós servidores públicos;
EU TENHO PAVOR de que a moda dos pedágios nas estradas, vinda lá de São Paulo, chegue aqui no Piauí e eu não possa mais viajar para visitar meus parentes no Sul do Estado;
EU TENHO PAVOR de que o Presidente tire o Piauí do mapa do Brasil e passe todo seu mandato nos ignorando;
EU TENHO PAVOR de que o Brasil continue sendo o País dos desdentados;
EU TENHO PAVOR de que as pessoas aposentadas sejam consideradas vagabundas;
EU TENHO PAVOR de as políticas voltadas à população socialmente inferiorizada sejam consideras como motivo de “inchaço da máquina pública”;
EU TENHO PAVOR de que o reconhecimento à luta e à importância do povo negro para nossa História se confunda com o “pé na senzala” do Presidente de plantão;
EU TENHO PAVOR de que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica sejam privatizados.

sábado, 9 de outubro de 2010

Eleito pelo PSOL, o ex-BBB Jean Wyllys não quer ser só ex-BBB


Sem vincular o seu passado de Big Brother à política, o jornalista e professor universitário Jean Wyllys elegeu-se deputado federal pelo Rio de Janeiro, apesar de ter obtido apenas 13.018 votos. Ele acabou alçado ao Congresso Nacional pela votação do deputado reeleito Chico Alencar, o escolhido de mais de 240.000 eleitores. Mesmo beneficiado pela carona do colega de partido, Wyllys, critica o critério de divisão de tempo no horário eleitoral gratuito. “Se o partido tivesse me dado algumas das inserções ou mesmo tivesse dividido ao meio o tempo de algumas delas entre o deputado Chico Alencar e eu, minha votação teria sido mais expressiva e, talvez, ajudasse a fazer um terceiro deputado pelo PSOL. Acontece que, para o partido, a reeleição do Chico Alencar era a prioridade”, pondera Wyllys, que ganhou o BBB-5 com 50 milhões de votos, e lamenta o fato de o programa despertar mais interesse que as eleições.

O novo deputado do PSOL reage com bom humor às comparações com o político americano Harvey Milk, primeiro gay assumido a se eleger nos EUA, cuja militância a favor dos homossexuais se notabilizou mundialmente a ponto de ganhar uma cinebiografia estrelada por Sean Penn. “Fico lisonjeado, sou um filho de Milk”, exalta Jean, afirmando que vai lutar pelo direito à adoção de crianças por casais gays e procurar seus pares na defesa dos direitos dos homossexuais, mas que estará no Congresso “para defender o povo brasileiro, independente da opção sexual”.

Você acredita nos políticos?
Em alguns, sim. É preciso parar de alimentar esse senso comum nefasto de que todo político não presta, é corrupto, quer enriquecer ilicitamente e legislar em causa própria. Isso não é verdade. Há políticos ruins, mas há muita gente boa, preparada e honesta.

Você recebeu 13.018 votos nesta eleição a deputado federal contra mais de 50 milhões de votos quando ganhou o BBB 5. Por que tamanha discrepância?
Eu evitei deliberadamente colar minha candidatura à participação no BBB, que foi em 2005. Não queria aparecer como celebridade, que não sou, então as pessoas que votaram em mim fizeram isso necessariamente me associar ao programa. Mas sem dúvida nesta sociedade capitalista e do consumo hedonista, o entretenimento é mais sedutor e prazeroso do que a política. No caso específico do BBB, o clima de melodrama que envolve os realities, seja por conta das histórias de vida em jogo, seja por conta dos conflitos priorizados pela edição, faz com que as pessoas se envolvam mais com eles do que processos eleitorais “sem graça”. Infelizmente, volto a dizer.

A maioria das pessoas que acompanhou sua trajetória na tevê não viu as suas aparições no horário eleitoral gratuito. Para que serve a propaganda eleitoral obrigatória na TV?
O problema não é a obrigatoriedade do programa, mas o tempo que é destinado a cada partido. Como o tempo é dividido de acordo com as bancadas das coligações no congresso nacional ou assembléias, partidos menores e sem coligações como o PSOL têm pouquíssimo tempo no programa eleitoral e nas chamadas inserções nos intervalos comerciais da tevê. No meu caso, como o Chico Alencar era o puxador de legenda do partido, todas as inserções ficaram pra ele, além de ele ter um tempo bem maior que o meu no programa eleitoral, sendo que a grande maioria desliga a tevê na hora deste programa. Se o partido tivesse me dado algumas das inserções ou mesmo tivesse dividido ao meio o tempo de algumas delas entre o deputado Chico Alencar e eu, eu teria uma votação mais expressiva mesmo tendo feito uma campanha ecologicamente correta e, talvez, ajudasse a fazer um terceiro deputado pelo PSOL. Sou a favor do financiamento público de campanha e de regras mais justas na divisão do tempo para contemplar os partidos menores.

Por que você não aceitou doações de pessoas jurídicas nem a ajuda de militantes de aluguel em sua campanha?
O PSOL não aceita doações de pessoas jurídicas por entender que esse tipo de doação pode ser o início da corrupção que vigora nos podres executivo e legislativo. Quem “doa “quer um retorno depois. Quanto a pagar militantes, além de eu ter feito uma campanha de pouquíssimos recursos (quase todos meus e de minha coordenadora), não faz qualquer sentido militante pago; militante milita por ideologia e não por dinheiro. Todos que se engajaram em minha campanha fizeram isso por acreditar em mim e minha causa.

Você também é um notório militante do movimento gay. Qual será a sua primeira medida em benefício aos gays, negros e às outras minorias que você defendeu em sua campanha?
Antes de ser um notório militante do movimento gay, eu sou um defensor dos Direitos Humanos. É como defensor dos Direitos Humanos e das liberdades constitucionais – e, claro, por ser gay assumido, logo, parte de um coletivo com cultura e demandas específicas – que eu abraço as bandeiras do movimento gay. Minha primeira medida será me integrar às comissões de Direitos Humanos e de Educação da Câmara dos Deputados, bem como ampliar a frente parlamentar pela livre expressão sexual, para, a partir daí, legislar em favor das minorias, entre as quais está também o chamado “povo de santo”, tão demonizado e perseguido por cristãos fundamentalistas.

Como você vê a comparação com Harvey Milk, primeiro político assumidamente gay a conquistar um cargo eletivo nos Estados Unidos?
Fico lisonjeado na medida em que sou “filho” de Milk, ou seja, do moderno movimento gay. Sem Milk e outros tantos que conquistaram, a duras penas, as liberdades que hoje gozamos, sem eles, Jean Wyllys não seria possível. Não sei de quem partiu a comparação. Considero-a um tanto exagerada, mas ela me deixa feliz porque admiro bastante a trajetória política de Harvey Milk.